sexta-feira, 27 de março de 2015

Alto da noite, meus fones conversam comigo

Meus fones de ouvido hoje estão no volume máximo. Ultimamente tenho ouvido muito minha banda predileta... aquela que ninguém conhece e que prefiro guardar nas pastas mais escondidas do meu notebook. Incrível quando as letras falam exatamente o que você não consegue transformar em palavras.

São quase meia-noite. Eu estava mais uma vez em frente à janela, observando aquele amontoado de força e brilho. Não me contentei com essa visão parcial e fui para a varanda permitir que meus olhos se embriagassem com o esplendor do mar de estrelas. Não me contive, sabe? Precisei literalmente dançar sob as estrelas. Do meu jeito meio atrapalhado, mas dancei. Porém dancei sozinha. Quero dizer, isso não é tão mal, sou muito bem entendida comigo mesma, mas já tem uns tempos que me vejo necessitada de alguém especial. Alguém que me faça olhar para a constelação com mais êxtase do que o costume. Alguém que me ligue e faça meu celular tocar aquela música que deveria ser intitulada pelo seu nome. Alguém com quem eu não me sinta limitada ou enquadrada em padrões, porque eu posso simplesmente ser eu mesma sem sentir dor na consciência. Alguém que me faça sorrir mesmo quando a vontade é estapeá-lo. Alguém que me chame e insista para estar ao seu lado. Alguém com quem eu não tenha reservas, onde as palavras e os olhares fluam livremente.

E adivinha quem tem ouvido essas minhas queixas
Acertou.
Eu mesma.

Não sei ao certo se é ruim ou não ser uma pessoa fechada. Minha expressividade e honestidade terminam na parte em que começam os meus problemas interiores. A questão é que tenho receio de abrir meu coração para alguém que desvalorize meus sentimentos. O que nós temos no nosso interior vale mais que qualquer coisa que possam nos dizer ou presentear. O que nós temos lá dentro se chama essência, a qual, por sinal, está bem difícil de se encontrar preenchida por algum conteúdo.

Bom, o que eu dizia era que não tenho coragem de desperdiçar minha essência por aí. Depois de tantas experiências, aprendi a atribuir o impagável para o que sou. Afinal de contas, a maior parte das pessoas pergunta como você está, mas já esperando ouvir que está bem. E aí quando você diz que não está nos melhores dias, elas não têm paciência para te ouvir e responder com sinceridade. Portanto, prefiro lutar com minhas dúvidas sozinha, porque elas valem muito para serem transformadas em algo corriqueiro.

domingo, 17 de agosto de 2014

Dúvidas que não caem na prova

Acho que eu sou invisível a esse cara, o amor. Sempre ouço sobre suas proezas, mas nunca o vi. Onde ele mora mesmo? Vou fazer uma visita qualquer dia desses. Mas dizem que ele não é confiável, pode provocar danos duradouros. Será se essas cicatrizes nunca saram? Borboletas existem mesmo? Quem foi que criou essa metáfora triste? Como a gente sabe que é amor? Dá pra ver o prazo de validade? E existem falsos amores? A gente tem uma música especial? Pode trocar a melodia conforme o passar dos anos? E se no meio da caminhada percebermos que não era real? E se eu acordar feliz e descobrir que acabou? É possível se acostumar com o fim de um amor? Dá pra amar alguém que já me feriu? Qual o sinônimo para essa palavra? Dá para perceber o amor através de um olhar? A gente tem tendência a se apaixonar por erros? E os erros, se apaixonam?